Alimentos funcionais para o equilíbrio psicológico e intelectual

Comer bem é bom né? Principalmente quando sabemos dos benefícios que isso traz para a nossa saúde mental e física! O cérebro requer nutrientes, assim como o coração, pulmões e músculos.

Alguns estudos apontam que a depressão pode estimular a produção de substâncias inflamatórias que contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, diabetes melitus e hipertensão arterial, e, consequentemente, para o envelhecimento.

De fato, é sabido que uma nutrição adequada é essencial para uma resposta efetiva ao estresse. Estudos mostram que a ansiedade e o estresse psicológico estão relacionados à redução parcial de magnésio, associado ao aumento da excreção urinária deste mineral, indicando a necessidade de reposição pela alimentação ou por suplementação.

Outros estudos indicam também que a deficiência de ácidos graxos ômega-3 está associada ao aumento na liberação de cortisol, que pode proporcionar a longo prazo, deposição de gordura visceral, resistência à insulina, aterosclerose, osteoporose, mudanças de humor, distúrbios do sono, fadiga e doenças auto-imunes. E foi demonstrado também que o consumo de linhaça, rica em compostos bioativos, reduz a pressão arterial durante estados de estresse mental.

E quais os alimentos são particularmente importantes para manter a integridade dos nossos neurônios?

  • Cereais integrais: o cérebro é o único órgão do corpo que utiliza apenas a glicose como fonte de energia. A melhor opção é escolher cereais integrais com baixo índice glicêmico, que liberam glicose lentamente na corrente sanguínea, mantendo-o mentalmente alerta durante todo o dia. Escolha pães e massas integrais.

  • Ácido graxo Ômega-3: esses ácidos graxos são chamados essenciais pois não podem ser produzidos pelo corpo, precisam ser obtidos através da dieta. São importantes para a saúde do cérebro, coração, articulações e bem-estar geral. Boas fontes incluem semente de linhaça, óleo de soja, sementes de abóbora e alguns peixes. São os peixes gordos ricos em EPA e DHA os que apresentam a forma mais biodisponível de ômega-3: salmão, truta, cavala, arenque e sardinha. Os baixos níveis de DHA têm sido associados a um maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer e perda de memória.

  • Tomate: há boas evidências que sugerem que o licopeno, um poderoso antioxidante encontrado no tomate, ajuda a proteger as células contra danos provocados pelos radicais livres, que ocorrem no desenvolvimento de demências, especialmente na doença de Alzheimer.

  • Vitaminas B6, B12 e ácido fólico: reduzem os níveis de homocisteína no sangue. Os níveis elevados de homocisteína no sangue estão relacionados ao risco aumentado de acidente vascular cerebral, disfunções cognitivas e doença de Alzheimer.

  • Sementes de abóbora: um punhado é o recomendado para oferecer a dose diária recomendada de zinco, essencial para a boa memória e habilidades de pensamento.

  • Brócolis: grande fonte de vitamina K, responsável por melhorar a função cognitiva e capacidade cerebral.

  • Nozes: estudos mostram que uma boa ingestão de vitamina E pode ajudar a prevenir o declínio cognitivo, particularmente em idosos. As nozes são grande fonte dessa vitamina, juntamente com vegetais de folhas verdes, azeitonas, ovos, arroz integral e cereais integrais.

Embora as pesquisas que relacionam alimentação e demência estejam só começando, já existem importantes evidências entre nutrientes e saúde cerebral. Manter uma dieta equilibrada oferece ao nosso cérebro melhores chances de evitar doenças. Se sua dieta é desequilibrada, ou precisa de um acompanhamento personalizado em casos de desordens neurológicas para você ou seu familiar, procure nosso serviço de acompanhamento nutricional especializado.

Profa. Ms. Juliana Gimenez Casagrande

CRN-3 15.270

Nutricionista

Lista de Artigos